QUEM NUNCA QUIS SER UM JEDI?

Se na vida real não dá para ser um grande guerreiro, o mundo virtual é a alternativa – e Battlefront finalmente entendeu isso


Ser um Jedi na vida real é difícil.. Então restam os videogames mesmo (Foto: Abner Cestari)
Sempre pensamos estar lutando assim, mas na verdade...
O sofá da sala de estar na verdade é uma estreita ponte que virou palco de luta. Qualquer passo em falso pode ser fatal. Os travesseiros, ou pedras, tornam o ambiente mais complicado. De um lado, um jovem guerreiro, com seu cobertor imponente como capa tremulando graças ao vento forte do ventilador – na verdade, do grande furacão que se aproxima. Na outra ponta, um ser encapuzado, de raça misteriosa, que tem uma consistência de pele facial repleta de crateras que expelem um fluído venenoso – alguns afirmam ser apenas espinhas características da puberdade.

só estamos pagando mico mesmo na vida real...
Os dois sacam seus imponentes sabres de luz. O primeiro, dito como um grande Jedi, se arma em posição defensiva segurando seu grande guarda-chuva. O Sith logo à sua frente não pensa duas vezes e parte para o ataque desferindo golpes com o imenso cabo de vassoura vermelho. O duelo é frenético. A ponte tomba, os dois são jogados no gélido chão da sala. Usando a Força, o Sith arremessa algumas pedras. O adversário consegue se desviar, mas o grande embate causa danos severos no local. Guarda-chuva e cabo de vassoura se chocam. Até que… 

Um forte clarão iluminou a caverna. Seria um meteoro? Não. Era a mãe dos dois guerreiros que acabara de chegar em casa e se deparar com toda aquela destruição. Sua chegada repentina se assemelhou ao ataque da Estrela da Morte em Alderaan: em poucos instantes, as vozes se calaram na Força.

Rodrigo Moreno (esquerda) sempre jogou com Jedi e Sith
nos videogames (Foto: Blades Saber Team)
Qualquer fã de Star Wars certamente já viveu um clima desse durante a infância. Culpa de George Lucas, que nos apresentou o mágico universo dos Jedi e Sith. Se na vida real não há espaço físico ou então poderes suficientes para encarnar esses poderosos seres, o mundo virtual é uma bela alternativa para suprir essa vontade.

“Muita gente gosta de lutas de sabre de luz”, comenta Rodrigo Moreno, fundador do Blades Saber Team, grupo de apresentação de duelos de sabres de luz, em conversa com a equipe da Battlefront Brasil durante a Jedicon São Paulo 2015. Moreno lamenta a jogabilidade não muita boa nos primeiros jogos de Star Wars, “mas era a primeira coisa que a gente queria fazer para experimentar a sensação de luta”.

Ruptura em Battlefront
A franquia Star Wars Battlefront sempre se caracterizou pelo combate armado. República Velha x Confederação do Comércio ou Aliança Rebelde x Império Galáctico. As tropas de cada exército eram testadas no campo de batalha. Em SWBF2, lançado em 2005, a Pandemic Studios inovou ao acrescentar o uso de personagens icônicos do universo criado por George Lucas. Pela primeira vez era possível lutar com um sabre de luz na maior série de tiro de Guerras nas Estrelas. Certamente, uma ruptura no sistema de jogo de Battlefront. Não se tratava mais apenas de um shooter. Mas, mesmo assim, a mecânica ainda pecava pela pouca fluidez dos heróis e vilões - principalmente do Yoda…….
Darth Maul é um dos vilões disponíveis em SWBF2
Se deparar com um Vader no novo SWBF não é uma boa
Para o novo Star Wars Battlefront, a DICE manteve Luke e companhia. A desenvolvedora sueca foi além: por tudo o que Jedi e Sith representam numa galáxia muito, muito distante, era necessário tratá-los com o devido respeito. Precisavam causar medo no campo de batalha. E pelo que foi apresentado no beta, a missão foi cumprida.

Rodrigo Moreno não chegou a testar a versão demo do novo Battlefront, mas, jogador assíduo dessa franquia no PC e no PlayStation 2, ele já percebeu as mudanças no sistema de luta de sabre só pelos gameplays disponíveis. E fica feliz que um shooter tenha se preocupado com isso. “Sempre se buscou ter uma jogabilidade bacana com personagens que usem sabres de luz.”

Rodrigo Moreno prefere o Lado Negro da Força
Para o homem trajado de  Kylo Ren durante a Jedicon, “focar mais nos personagens” é ponto essencial para que qualquer jogo de Star Wars caia nas graças dos fãs. E ele não se preocupa que o poder de um Jedi ou Sith em Battlefront defina os rumos da jogatina. “Acho um pouco forçado, mas tudo está no roteiro, é baseado na história.”


Jedi no mundo real você pode ser 
Se mesmo boas horas de diversão causando o terror em Star Wars Battlefront com um sabre de luz não for o suficiente para o fã, não se preocupe. Você conhece o grupo fundado por Rodrigo? O Blades Saber Team é especialista em coreografias com sabres de luz. “Nós estamos abrindo nosso fã-clube para agregar essas pessoas que, como nós, gostam de fazer coreografias.”

Padawans são ensinados na arte de coreografias de sabre de luz (Foto: Blades Saber Team)
Todo interessado em aprender as mesmas técnicas de um Jedi ou Sith tem a possibilidade de participar. Ensaios e até mesmo aulas sobre o mundo desses grandes guerreiros estão previstos para auxiliar os novatos. “Estamos reformulando o grupo justamente para orientar essas pessoas”, explica Moreno.

O Blades, inclusive, foi uma das principais atrações da Jedicon São Paulo 2015, com uma apresentação de tirar o fôlego do começo ao fim. Para dar uma olhada no que eles aprontaram durante a maior feira de Star Wars da América Latina, basta clicar aqui.

Fique ligado na Battlefront Brasil e acompanhe a nossa cobertura especial sobre a Jedicon São Paulo 2015.
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