DIGNA DE UMA SAGA: CONHEÇA A HISTÓRIA DA BF BRASIL E DO SEU CRIADOR, HUMBERTO MILANEZ

Não importa em qual servidor de Star Wars Battlefront 2 você entrasse, sempre encontrava pelo menos um brasileiro. Podia ser num servidor estadunidense, alemão, até mesmo polonês. Era mais que comum se deparar com um brasuca tocando o terror em território gringo. Foi exatamente por essa questão que o desenvolvedor de jogos, Humberto Milanez, resolveu criar um espaço para reunir todos os brasileiros que se aventuravam pelo game produzido pela Pandemic Studios: a BF BRASIL.

Inicialmente chamada de BF2 BRASIL, em 2009, a comunidade foi reativada em 2014 já que a DICE está desenvolvendo o novo jogo da série de tiro, com previsão de lançamento para o fim de 2015.

“É importante dizer que quando o Battlefront da DICE for lançado, a comunidade continuará da mesma forma com conteúdos tanto do SWBF2 como do novo Battlefront”, assegura Humberto, mais conhecido por Rankatoko, um dos mercenários mais destemidos dos servidores de Battlefront.

Rankatoko é conhecido pela sua precisão com a shotgun
Ao lado do co-administrador Luiz Queiroga, de nickname Bonham Kriehger, a missão de Milanez é juntar novamente todos os players brasileiros que eram apaixonados por Star Wars Battlefront 2 nessa nova fase da BF BRASIL. O compromisso é tanto que a dupla promete pela primeira vez gastar do próprio bolso para conseguir consolidar a comunidade já de olho no novo game da DICE. O primeiro passo, segundo o fundador, é comprar o domínio para o site. Outros investimentos estão em pauta, mas são tratados à sete chaves pelos dois. Além de fornecer conteúdo informativo e opinativo para o site, a aposta é voltar a bombar o servidor através do GameRanger.

Do ápice ao declínio
No auge da BF BRASIL, a comunidade contou com 30 membros ativos, segundo dados passados por Rankatoko. Além disso, pode-se somar também mais 20 pessoas que apareciam ocasionalmente no servidor BF2 BRASIL. Esses números representam as pessoas registradas na comunidade apenas. Havia muitos brasucas que davam as caras de vez em nunca, fora os gringos que entravam sempre no servidor.

E, mesmo com o alto número de brasileiros presentes, sendo que boa parte era formado por jogadores de diferentes clãs, o administrador jamais teve muita dor de cabeça desde a fundação da comunidade.

“Eu não tinha muitos problemas entre membros, a não ser um muito cabeludo (mais que o Chewbacca) com um membro, mas que foi resolvido da melhor forma”, diz.

Mas a comunidade atravessou por um momento turbulento em 2011. SWBF2 foi um jogo lançado em 2005, ou seja, já estava bastante ultrapassado dentro do universo frenético de games. Com o surgimento de novos consoles e jogos melhores desenvolvidos, a segunda versão de Battlefront aos poucos foi caindo no esquecimento dos players, até mesmo do próprio fundador da BF BRASIL.

“Eu fui para o exílio por ver que o número de membros diminuía porque o jogo estava ficando velho demais e o Battlefront 3 não saía. Então os jogadores iam se interessando por games mais novos que eram lançados a cada momento e assim eu também fui perdendo o interesse em jogar SWBF2. Achei que a comunidade ia acabar”, admite Humberto, que teve um pedido inesperado para tentar dar sequência com a BF BRASIL vindo de Luiz Queiroga.

“O Bonham Kriehger pediu para continuar com a comunidade, dizendo que ela não poderia simplesmente morrer assim, porque era algo como um patrimônio para os players brasileiros de SWBF2. Mas acabou que até ele, mais tarde, a abandonou”, explica. 

Mesmo com o inevitável esquecimento de Battlefront 2 e consequentemente da BF BRASIL, o carioca que mora atualmente em Belo Horizonte, Minas Gerais, não teve nenhum receio em deixar nas mãos do amigo Kriehger a sequência da comunidade. “O Bonham sempre foi o meu braço direito ao lado da Aysin Fett, sabia que o meu trabalho ia ser continuado da melhor maneira”.

Uma nova esperança
Mas, assim como na saga clássica de Star Wars, veio uma nova esperança após esse período de muita turbulência na Força. Com a confirmação da DICE de estar produzindo um novo Battlefront, a dupla se mexeu para reativar a comunidade. Por mais que a quarta geração dos consoles esteja cada vez mais forte atualmente, talvez a nostalgia provocada por SWBF2 tenha ajudado na decisão de Milanez e Queiroga na reativação da BF BRASIL. Mesmo sendo um jogo de 2005 e que é preciso usar um meio alternativo através do GameRanger para entrar no servidor, a reinauguração oficial do BF2 BRASIL foi um sucesso.

“Estamos trazendo de volta todos aqueles lendários jogadores de Battlefront 2 que haviam parado de jogar, inclusive eu, sendo bem sincero”, exalta Rankatoko.

Se vir esse ser no servidor BF BRASIL,
fuja... Trata-se de Rankatoko!
Todas as sextas-feiras, às 21h (de Brasília), o servidor BF2 BRASIL é aberto, mas nada impede que em outros dias ou horários você veja o nome do server na lista do GameRanger. A ideia da administração é fazer prevalecer o espírito de comunidade e dar mais autonomia aos membros. Dessa forma, os servidores oficiais serão estabelecidos pela administração, mas os integrantes da BF BRASIL estão livres para criarem quando quiserem um servidor não oficial BF2 BRASIL. Dessa forma, há mais chances de novas pessoas se associarem a comunidade.

A missão não é fácil, mas Humberto já provou que pode ser cumprida. Os primeiros passos do recomeço da BF BRASIL foram bastante promissores. Com a ajuda cada vez mais dos membros da velha guarda e novatos, além de parcerias já projetadas, até mesmo internacionais, a ideia é ter até o lançamento do Battlefront da DICE vários membros ativos e atuantes na produção de conteúdo do site como nos tiroteios do servidor. Rankatoko acredita que a comunidade será ainda mais forte do que os tempos dourados.

“Acredito sim! Ainda mais quando o próximo Battlefront for lançado e tiver milhares (e porque não milhões) brasileiros jogando e assim vamos tentar reunir e organizar o maior número possível na Battlefront Brasil”, diz.
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