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PERSONAGENS ICÔNICOS, DESCONTO E SUPORTE: O FENÔMENO BATTLEFRONT

Loja de games promove evento de lançamento do shooter com desconto e serviço diferenciado, além da participação espontânea de fantasiados


Battlefront: 250 cópias de PlayStation 4 e 180 de Xbox One na Moove Games (Foto: Divulgação)
Numa galáxia não muito distante, o despertar da Força vai ocorrer às 20h (de Brasília). Mais exatamente no bairro Gonzaga, em Santos (SP), no Miramar Shopping, uma legião de personagens de Star Wars estará presente para o lançamento do novo Battlefront na Moove Games e Brinquedos.

No Brasil as lojas darão inícios à comercialização das versões físicas apenas no dia 17 de novembro. A Moove Games, por sua vez, vai realizar a entrega das pré-vendas na noite desta segunda-feira (16). Quem comprou o jogo para PlayStation 4 ou Xbox One com eles, só vai ser preciso comparecer à Av. Mar. Floriano Peixoto, nº44, para retirar o produto. Quem não reservou nesse período, apenas na terça-feira mesmo poderá colocar as mãos no game.

Uma das lojas mais conceituadas de Santos, a Moove Games ganhou um reforço de peso para entreter o público presente no shopping: membros do 501st Kuat Drive Squad e Conselho Jedi Posto Avançado Baixada Santista se mobilizaram e vão participar do lançamento.

“Depois de descobrirmos que a Disney de fora travou as negociações de ação do Battlefront já que no Brasil o jogo é distribuído pela Warner e não pela Disney, criando assim um clima de incerteza, os fãs se uniram para comemorar o lançamento de Battlefront no Miramar Shopping”, explica em contato com a reportagem Vebis Jr, membro da Sociedade Jedi e do 501st e enviado especial da Battlefront Brasil para cobrir o evento desta noite.

O gerente Fábio Batista agradece o movimento gerado pelos próprios fãs. “Atualmente este mundo de fantasiados, os ‘cosplayers’ por assim dizer, está em alta e é ótimo para que crianças, jovens e adultos se sintam em casa no universo de Star Wars”, comenta em entrevista exclusiva à Battlefront Brasil.

A expectativa para as vendas é alta. “Pela franquia ser muito forte e a ‘febre’ Star Wars estar voltando neste final de ano, acreditamos que os verdadeiros fãs irão atrás do jogo com toda certeza e também os novos que estão surgindo através das animações atuais vão querer conhecer mais do universo da franquia. Fora que os jogos anteriores, de 2004 e 2005, fizeram muito sucesso e isto complementa muito para que a série ressurja com toda força.”

Moove Games no Miramar Shopping (Foto: Divulgação)
São 250 produtos de PlayStation 4 e 180 de Xbox One que estarão disponíveis na Moove. Mesmo antes de iniciarem as vendas, o gerente já tem motivos para comemorar. A loja conseguiu colocar à venda Star Wars Battlefront por R$ 280, vinte reais a menos do que o preço original. “O preço está acompanhando a falta de estabilidade política e econômica do nosso país e isto acaba fazendo o pessoal segurar as pontas, mas quem quer e gosta de games continua comprando.”

E a Moove não para por aí. Além da presença dos fãs fantasiados e do desconto, a loja também oferece um serviço de suporte para o público no que se refere à Battlefront. Segundo o assessor de imprensa Diego Corumba, Star Wars é a grande paixão de muitos funcionários.

“Tivemos muita conversa entre nós referente à saga e ao novo jogo, estudamos todos os aspectos do Battlefront na versão Beta e em entrevistas. Inclusive, os funcionários que tem acesso ao EA Access do Xbox One já o jogaram e conversamos sobre todos os modos e o que você consegue ou não fazer no novo game”, detalha Corumba. “Aqui não somos meros vendedores, somos gamers, nerds e geeks assim como nosso público e nos identificamos com eles.”


A tradição da Moove Games já vem de longa data. Exatamente por esse serviço diferenciado de nerd para nerd que a loja é uma das mais procuradas da baixada santista. Não é surpresa ter criado toda essa atmosfera ao redor do lançamento de Star Wars Battlefront. E tem mais coisa boa vindo por aí. “Temos em nosso planejamento campeonatos online, um torneio para fazer aqui na loja próximo a data do lançamento do filme”, projeta Diego.

Participe você também do evento:
Data: 16 de novembro
Horário: 20h (de Brasília)
Local: Miramar Shopping
Endereço: Av. Mar. Floriano Peixoto, nº 44 - Loja 99 - Piso 2 – Gonzaga, Santos (SP)
Mais informaçõeshttps://goo.gl/XRo07c
Moove Games e Brinquedos: http://www.moovegames.com.br/loja/

RELAÇÃO ÍNTIMA DE FÃS COM STAR WARS COMPROMETE DUBLAGEM DE BATTLEFRONT

Star Wars é uma religião para seus seguidores - mas quem resolveu dublar o shooter se esqueceu desse detalhe

Por Luiz Queiroga e Vebis Jr* 

Um microfone se provou mais mortal do que um rifle de blaster ou sabre de luz
Futebol, política e religião não se discutem no mundo normal. Para o fã de Star Wars, as polêmicas são outras: qual a ordem certa para ver a saga? Por que George Lucas criou Jar Jar Binks? Ver os filmes legendados ou dublados?

Esta última questão, por sua vez, tomou dimensões maiores recentemente em função do lançamento iminente de Star Wars Battlefront, datado para 17 de novembro.

A Warner Games informou que o shooter desenvolvido pela DICE chegaria ao mercado totalmente em português. A informação, claro, deixou muitos fãs receosos... Se a dublagem da própria saga tem dado o que falar, principalmente pela nova redublagem de 2015, imagina então no campo dos videogames?

A Electronic Arts divulgou o trailer oficial de Battlefront e nele foi possível escutar pela primeira vez o jogo na versão nacional................ E a maioria dos fãs se revoltou D:


O próprio dublador oficial de Han Solo (e agora também de Yoda), Guilherme Briggs, não aprovou o trabalho feito com as vozes no game. “Eu achei péssima a dublagem. Parece amadora. Muito fraca e deficiente”, comentou em seu Twitter.

Mas como funciona a dublagem de um jogo?
Bruno Sangregório tem muita experiência
com dublagens de jogos (Foto: Arquivo pessoal)
A Sociedade Jedi conversou com o ator e dublador Bruno Sangregório. Ele já trabalhou em diversos tipos de games, como Battlefield Hardline, Lego Jurassic World, Jake and Tess: Finding Monsters e foi técnico de captação de áudio em Cavaleiros do Zodíaco - Alma dos Soldados.

Antes de falar da dublagem nos jogos, Sangregório discute sobre a maior indústria de entretenimento no país: a cinematográfica. Então abramos um enorme parêntese:

Bruno dá ênfase que a dublagem nacional é reconhecida como uma das melhores do mundo. Há, porém, uma observação importante: um simples descuido pode queimar a imagem de todo um trabalho caso o prazo da entrega seja um problema maior do que a qualidade do produto propriamente dito.

A boa dublagem brasileira não consiste apenas na tradução e sincronismo de um idioma para o nosso, mas também na boa adaptação, que só vem através de um entendimento geral sobre o assunto a ser tratado num filme. Cabe a toda equipe de dublagem, que consiste em tradutor, diretor (que muitas vezes é quem adapta o texto), técnico e elenco, fazer um bom trabalho para uma se ter uma versão satisfatória em seu idioma.


Fora do Brasil, o conceito de dublagem é a contratação simplória de dois atores: homem e mulher com alcances de timbres graves e agudos e estes estão encarregados de dublar o filme inteiro. No Brasil, o ator adota uma voz fixa para o filme todo, por isso nosso mercado traz nomes célebres de dublagens que se mantém por contratos altos e que infelizmente está ameaçado pela urgência e prazos apertados que comprometem a qualidade.

Parêntese fechado, retomemos ao mundo dos videogames. Sangregório afirma que a dublagem de jogos é algo muito novo, ainda sendo descoberto e aperfeiçoado. Diz que a boa dublagem boa dublagem é aquela que se passa despercebida e permite se observar apenas a qualidade do produto. Ainda: que seja sincronizada com a mesma energia proferida pelo ator na tela, porém, traduzida corretamente e atuada na enculturização territorial - abrindo mão de seu processo de interpretação para assumir algo novo e condizente.

Aí que surgem alguns trabalhos recusados pelo público como foi o caso da Pitty com Mortal Kombat e Roger em Battlefield Hardline, nos quais a distribuidora apostava na dublagem de celebridades do rock como um chamariz de games que nem precisava - e, assim, teve rejeição por parte de público. Aqui, o problema está centrado num erro estratégico de marketing submetido a direção de dublagem. Os cantores contratados em nada tem a ver com isso.

Tire suas próprias conclusões da dublagem de Pitty:

Patton contou com muitas referências na dublagem em The Darkness
e mandou muito bem (Reprodução: Youtube)
Não que apenas atores ou atrizes tenham o direito de dublar jogos. Bruno Sangregório ainda usa seu lado roqueiro para contar que Mike Patton, vocalista do Faith No More, dublou recentemente o mafioso Jackie Estacado, protagonista do game The Darkness, referente dos quadrinhos da Top Cow.

E Patton teve o maior número possível de referências, pois criou um universo ao redor da voz para sua atuação e sua imersão!!! Chama-se este processo "voz original".

O mesmo pôde ser visto no trabalho mais recente de Sangregório: o jogo Jake and Tess Finding Monster, para Android - produção da Black River Estúdios em parceria com a Samsung. O game é nacional e lançado mundialmente. O diretor do jogo ambientou os dubladores para que colocassem suas vozes e jeitos dentro de reações dos pequenos monstros. 



Numa situação como a de Star Wars Battlefront, existe um mapeamento para os dubladores seguirem e não criarem... >.< Dessa forma, fica como uma "localização de áudio" para games com poucas referências de introspecção. Feita a dublagem localizada, as vozes voltam pra fora do país para que lá sincronizem.

É o que conta Thiago Borbolla, editor-chefe do Judão, que emprestou sua voz para a Aliança Rebelde no shooter desenvolvido pela DICE. "Me incomodava ter de falar coisas como CAÇA TIE, ao invés de TIE Fighter, por exemplo", escreveu em artigo publicado no Judão. "Soa também um pouco INTRANSIGENTE da parte de quem comanda essa história, deixando de usar o que é popular e que, portanto, soaria mais natural, pro que é o 'correto', baseado sabe-se lá no quê."

Escute um pouco do soldado rebelde Borbolla no campo de batalha:

E quem cuida da dublagem de Star Wars Battlefront?
Rolou até estrangulamento de Vader
(Kiko Ferraz) numa soldado rebelde
 (Flávia Gasi) durante a dublagem
(Foto: IGN Brasil)
A Kiko Ferraz Studios ficou responsável em deixar Star Wars Battlefront totalmente em português. O estúdio que fica em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, já trabalhou em vários longas e documentários. Sobre games, estão no portfólio Clown’s Secret e O Desafio de Gaia.

Era uma missão até mais difícil do que resgatar Palpatine das garras de General Grievous e Conde Dookan. Louvável, mas, a princípio, um tiro no pé - novamente, tendo em vista a reação negativa dos fãs pelos quatro cantos da galáxia.

A crítica gira apenas em torno dos personagens principais, pois os outros elementos do jogo foram bem produzidos. Basta analisar a reação dos fãs com o trabalho realizado pela jornalista, apresentadora e colunista do IGN Brasil, Flávia Gasi: a aprovação é quase unânime na seção de comentários do portal de entretenimento, em reportagem que explica o processo de dublagem de SWBF.

Escute uma palhinha do que Flavia aprontou contra o Império:


Tanto Flávia como Thiago Borbolla dublaram soldados rebeldes em Battlefront. E mandaram bem pra caralho! As vozes utilizadas para os rebeldes e imperiais estão bem produzidas sim, mas não têm a pressão de reproduzirem exatamente o que vemos nos filmes de George Lucas. São vozes de bastidores - e que dão valor ainda mais a ambientação do jogo. Mas a grande questão, de fato, está centrada nos personagens principais...

Star Wars é uma saga que mexe no âmago do fã. É uma doutrina. Não pode ser tratada como uma simples franquia rentável com filmes, jogos e outros produtos. E a Electronic Arts não parece ter se importado com essa relação íntima ao ter ignorado as vozes que marcaram gerações.

Star Wars jamais pode ser visto apenas como um produto lucrativo
Guilherme Briggs não foi procurado para participar do trabalho, sendo que desejava muito. E o próprio dublador, comentando em suas redes sociais, acredita que nenhum outro colega que também havia atuado na dublagem dos filmes de Star Wars tenha sido chamado.

A reportagem da Battlefront Brasil entrou em contato com a Kiko Ferraz Studios para , mas sem sucesso. "Por questões contratuais, não sou autorizado a dar entrevistas sobre o projeto", responde o diretor Kiko Ferraz. Para quem não escutou ainda, o próprio Ferraz dubla Darth Vader em Star Wars (e mesmo que não seja a mesma voz dos filmes, ele se saiu bem):



A grande questão é...
Por mais que haja um tremendo pé atrás no Brasil com relação a dublagem nacional nos filmes simplesmente por puro mimimi, Star Wars é uma saga que marcou também pelas vozes tupiniquins. "Mas quem assiste os seis filmes em português?" Bom... Tem muita gente :v A começar pela turma da Sociedade Jedi:


Vebis Júnior
Quando ainda pequeno, fui levado pela minha tia ao cinema pra assistir "O Império Contra-Ataca" legendado. Apesar de não entender nada, foi ali criado o elo. Após isso, tive a oportunidade de ver dois clássicos sci-fi como inauguração da extinta TV Manchete: Contatos Imediatos do 3° Grau e Guerra nas Estrelas (ainda não se chamava Uma Nova Esperança). E tais filmes eram o teste e inauguração do canal. Lembro como foi legal algumas coisas explicadas pela minha tia fazerem sentido pela origem do fato neste primeiro filme dublado. A dublagem foi marcante e lembro que ela também foi responsável por me trazer pro universo que tanto me empenho em cultuar.


Jack Allek
Sou fã de Star Wars desde 2002 e naquela época assistia bastante quando passava na TV. Sempre dei preferência ao original legendado, mas a dublagem de Star Wars é fantástica. Um trabalho primoroso. Quem me conhece sabe da minha paixão pelo Clone Wars 2D do Gendy Tartakovsky. Ficava esperando na frente da TV uma oportunidade de ver um episódio, mesmo que repetido, no Cartoon Network. Os episódios eram dublados e eu sempre achei genial eles terem chamado os dubladores oficiais dos filmes. Isso, para mim, dava uma imersão incrível no universo, ainda mais com a leitura cinematográfica que o Genndy conseguia passar com a série.


Sergio Lopes

Bom, acho que seria difícil falar que eu não vi Star Wars dublado, óbvio que a primeira vez que eu vi foi dublado, na extinta rede Manchete, e até me acostumei a assistir dublado, que no Brasil sempre foi um trabalho de mestre o que é feito. Só parei de ver em português quando comecei a estudar inglês, e depois disso sempre evitei as dublagen. Só recentemente com meu filho de 3 anos que passei a ver dublado novamente.

Paulo Henrique

Bem, meu primeiro contato com Star Wars foi assistindo aos filmes dublados. Na época, em 2011 (sim, sou um fã recente hehehe), eu ainda não tinha criado o hábito de assistir a filmes legendados. Eu achei fantástica e, mesmo hoje dando preferência ao áudio original, eu ainda acho a dublagem de Star Wars uma das melhores. As vozes dos atores foram bem escolhidas, sendo bem parecidas com as originais.

*** Em tempo: este quem vos escreve, Luiz Queiroga, ama a dublagem de Guerras nas Estrelas, principalmente da Trilogia Prequela - nem ouse falar mal das vozes usadas nos filmes I, II e III porque senão vou explodir sua cabeça em Battlefront <3 ***

Obviamente deu para perceber que Star Wars dublado também mexe com o coração dos fãs. E a DICE, Electronic Arts, Warner ou seja quem for tinha a obrigação de se preocupar com isso. Jogos que mexem com universos tão marcantes como Guerra nas Estrelas precisam ter esse cuidado. O simples fato de nenhum dublador dos seis filmes terem sido acionados é aterrorizante...

O co-administrador da Battlefront Brasil e responsável pelo canal Game Nosso de Cada Dia, Mario Magalhães também deu seu pitaco sobre o assunto:

Algumas vozes, como a de Darth Vader, foram bem trabalhadas até. Mas muitas não, principalmente de Han Solo e Boba Fett - pela sua entonação no trailer do jogo, parece que ele teve sequelas graves depois que escapou vivo (?) do Sarlac
;-;


"Quando se trata de Star Wars, o assunto fica ainda mais sério! Os fãs não aceitam 'mais ou menos'. E assim que eu vejo esse trailer dublado do Battlefront. Alguns personagens conseguem passar empatia imediata. Outros não", comenta Dark Marlowe, membro da Sociedade Jedi.

E a dublagem pode ser ponto exclusivo de reviravolta numa franquia. Basta analisar a boa repercussão de um dos lançamentos recentes no mundo virtual: Cavaleiros do Zodíaco - Alma dos Soldados. 

Só de escutar as vozes originais do anime a pele já arrepia >.<
 


O jogo é o segundo da série. Em termos técnicos, pouquíssimas alterações foram realizadas. O visual ganhou mais destaque com a chegada dos consoles da nova geração. Em termos de conteúdos, uma novidade bacana: a presença dos Guerreiros Deuses.

Mas, em termos gerais, nenhuma grande mudança significativa - opinião deste que vos escreve, tão fã de Cavaleiros do Zodíaco como de Star Wars. É aí que a Bandai, ao contrário da Electronic Arts, raciocinou: os fãs exigiam há tempos um jogo dublado. E assim o fez! Não é preciso ser nenhum Cavaleiro de Ouro ou Mestre Jedi para saber que era a fórmula certa para o sucesso - desde que devidamente executada.

Baroli (esquerda) e Del Greco participaram do grande
trabalho de dublagem do novo jogo de CDZ
(Foto: IGN Brasil)
A empresa de desenvolvimento do game arregaçou as mangas e fez um trabalho digno, que respeitou o fã do anime: colocou a Dubrasil Central de Dublagem para cuidar disso, convocou todos os dubladores que emocionaram milhares de brasileiros e, além disso, se preocupou que o responsável pela direção de dublagem fosse ninguém menos que Hermes Baroli, o Seiya de Pégaso.

Na tradução, um especialista no assunto (está lembrado do que falou Bruno Sangregório parágrafos acima? Pois é!) foi chamado: Marcelo Del Greco, que trabalha com Cavaleiros do Zodíaco há 20 anos.

Ele era cuidava da tradução dos mangás na Editora JBC, em 1994. No final daquele ano ficou responsável também por falar do anime na Revista Herói e atua desde 2005 na dublagem do desenho, começando com a Saga de Hades. Ou seja, um verdadeiro especialista no assunto.

Hermes Baroli, que teve ao lado na direção Zodja Pereira e Fábio Campos, resume bem o que todo esse trabalho significou: "é uma vitória para os fãs". E foi por meio disso que a Bandai conseguiu emplacar com sucesso no mercado um jogo que em pouco mudou tecnicamente com relação ao anterior, mas mesmo assim conquistou o público.

Quer outro título que agradou em termos de trabalho de voz? Batman: Arkham Origins. O jogo da Warner Bros teve o devido cuidado de contratar os mesmos dubladores que participaram da trilogia de Christopher Nolan. A direção de dublagem ficou por conta de Christiano Torreão, que aproveitou o elenco utilizado por Padua Moreira nos filmes (e Guilherme Briggs, ele de novo, esteve presente - não falta experiência, não é mesmo?).

Para quem aprovou a dublagem da Trilogia de Batman, Arkham Origins é um prato cheio:

Ficou provado que um microfone pode causar mais estrago do que um rifle de blaster ou então um sabre de luz. A dublagem nacional já se provou muito boa, como os jogos já citados e muitos outros (The Last of Us <3), mas aqueles que remetem diretamente a um universo que cativa e marca gerações, como Star Wars, é preciso receber uma atenção tremenda para que não seja um verdadeiro tiro no pé.

É necessário que mais jogos sejam traduzidos para a nossa língua, porque, novamente, temos um trabalhado diferenciado quando o assunto é dublagem. Os estúdios ainda carecem de preparo para lidar com projetos ambiciosos como Star Wars Battlefront. Mas melhor errar por ação do que por omissão, pois assim os erros, em tese, são corrigidos.

A adaptação desses estúdios aliada a coerência das empresas para não se prenderem a simples localização da língua com certeza fará esse universo ainda pouco explorado no país crescer. E quem ganha é o fã. Até lá, porém, é preciso ter paciência, pois é um processo demorado. Caso não tenha, simples: deixe seu jogo no mudo ou troque a língua e vida que segue. Melhor, jogo que segue.
No fim, uma nova esperança para a dublagem se mantém viva no mundo dos jogos
* Colaboração especial da Sociedade Jedi

UMA ERA ESQUECIDA, JAMAIS PERDIDA

Jogos antigos são cada vez mais difíceis de serem encontrados na galáxia - inclusive Star Wars Battlefront

Por Bruno Yonezawa e Luiz Queiroga

Quem tem a primeira versão comercializada de SWBFII tem em mãos uma relíquia
Anos 2000, o século digital. O que um dia foram os CDs, hoje se tornaram serviços de streaming de música. O que foi uma carta escrita à mão tomou forma de e-mail. E no mundo dos videogames não poderia ser diferente. Muitos jogos estão disponíveis tanto em mídia física, como disponíveis para download direto no HD do console ou computador.


Em detrimento da mídia física, o novo Star Wars Battlefront pode ser um exemplo. Para PC, o game será comercializado apenas via Origin, programa que permite download de jogos. Já para os consoles PlayStation 4 e Xbox One, o jogo terá tanto a versão digital quanto a mídia física.

A diferença entre os dois se dá no bolso. O player que comprar o Battlefront digital para alguma dessas duas plataformas pagará em torno de R$ 230, enquanto o jogador que optar por ter em mãos o CD terá que desembolsar cerca de R$ 300. O valor pode subir para R$ 500 caso compre com o Passe de Temporada (código que libera as expansões, como novas missões).

A tendência atual é comprar os jogos digitalmente
Em função da praticidade e dos valores envolvidos, a tendência é que a mídia digital faça com que a física praticamente desapareça num futuro não tão distante. Há soldados, porém, que lutam no front de batalha para evitar esse cenário apocalíptico...

Os caçadores de relíquias
O papel do colecionador ganhou evidência tamanha neste século – principalmente quando o assunto é Star Wars. No campo de videogames, é bem mais difícil encontrar produtos referentes ao universo criado por George Lucas. É aí que entra a importância do colecionador: ele é o responsável por não deixar cair no esquecimento a mídia física. Trata-se de um verdadeiro caçador de relíquias.

"Essa tendência de ter o conteúdo digital é muito prática, muito boa, mas para o colecionador que gosta de ter e admirar a caixinha, por exemplo, não se aplica", explica Felipe Ceccarelli, membro do O Poder da Força (OPDF), maior grupo de colecionadores de Star Wars do país. 

Felipe é um dos soldados que percorrem os quatro cantos da galáxia em busca de itens colecionáveis (Foto: Lucas Biffi)
Em entrevista concedida durante a Jedicon São Paulo 2015, que contou com cobertura especial da Battlefront Brasil, Ceccarelli analisa que só o player casual vai abrir mão da mídia física pela questão financeira. 

OPDF é o maior grupo de colecionadores de Star Wars do Brasil
(Foto: Lucas Biffi)
Já o colecionador não, é fiel ao seu propósito. Às vezes ele nem chega a jogar o game que comprou. Ele o faz apenas por uma questão de manter um legado ou então pela parte estética, afinal, “Star Wars esteve muito ligado a coleções”, como reforça Felipe. É importante para quem coleciona artigos. Mas o membro da OPDF não esconde: essa tendência vem ficando difícil e deve se concentrar mesmo com os jogos antigos apenas.

A franquia Star Wars Battlefront sofre com esse problema. Oficialmente, não há mais lugares que vendam os dois primeiros jogos, lançados em 2004 e 2005, fisicamente no Brasil. Quem quiser comprar, apenas via Steam, ou então na Amazon gringa.

Até mesmo na maneira alternativa de adquirir esses produtos não é tão simples. Pesquisando no MercadoLivre, encontramos apenas pouquíssimos produtos. Do primeiro game da franquia, um já usado custando R$ 70 e outro ainda novo por R$ 100

Já SWBFII, também dois apenas: um usado por R$ 70 e outro em DVD de colecionador que custa R$ 189. Esse número é quase o dobro do preço de lançamento há dez anos, quando o valor era de R$ 100.

Mesmo com os valores caros de jogos antigos e a diferença significativa no mercado atual entre mídia física e digital, Ceccarelli acredita que o colecionador não se deixará levar pelo preço. “Sempre terá um nicho de colecionadores que vai procurar o conteúdo palpável, mesmo que os valores estejam elevados."

MANDALORIANOS X BATTLEFRONT: CASO DE AMOR E ÓDIO

Uma das culturas mais aclamadas de Star Wars segue deixada de lado na franquia de tiro

Por Bruno Yonezawa e Samara Roque

Mandalorianos em Battlefront? Só Jango e Boba... (Foto: Abner Cestari)
Uma cultura de guerreiros com muita atitude e armaduras personalizadas. Verdadeiros soldados. Destemidos. Capazes de amedrontar até mesmo o mais poderoso Jedi. Esses são os Mandalorianos. Os mais conhecidos e aclamados pelos fãs são Jango Fett e Boba Fett, presentes em quatro filmes da saga Star Wars. 

Mesmo com tanta história no universo criado por George Lucas, esses guerreiros não têm o seu devido espaço na série Star Wars Battlefront. Apenas os dois membros da família Fett são lembrados, no SWBFII. Para o novo game, a DICE manteve apenas Boba – e sua nave Slave I também está confirmada. E a falta de atenção com os Mandalorianos não agrada aos fãs da raça.

Jango estava presente em SWBFII
Na Jedicon São Paulo 2015, nós, da Battlefront Brasil, conversamos com Wellington Henrique Leite da Silva, líder do Vode’An Clan Brasil, grupo tematizado de Mandalorianos. Aficionado por essa cultura, ele se diz mais fã de Jango do que Boba. “O Jango é a mente brilhante por trás de tudo, ele foi a engrenagem principal”, tendo em vista a importância dele para a criação do exército clone da República Velha.

Tamanha idolatria por essa cultura fez com que os fãs dessem um jeitinho de inseri-los nos campos de batalha em Star Wars Battlefront II. Mods (modificações) foram criados e fizeram muito sucesso. 
Além de relatar a vontade de controlar Boba em Star Wars Battlefront, o Mandaloriano da Vode’na Clan Brasil explica a ansiedade para colocar as mãos no controle e assumir o lado ou do Império ou da Aliança Rebelde. “A expectativa para jogar é monstra, ainda mais sabendo que a galera testou e eu nem consegui jogar o Beta porque estou sem console.”


Mary Farah também é membro do Vode’An Clan Brasil e uma apaixonada por Battlefront. Jogadora de classe, ela opinou sobre a presença da cultura Mandaloriana. “Podiam incluí-los como opção também. Eu, particularmente, evito jogar com os heróis quando estou em equipe porque acho que eles são muito ‘chuta-balde’.” E brincou: “quem sabe se a gente encher o saco deles, eles colocam.”

Wellington citou também Star Wars: Bounty Hunter, game lançado em 2002, poucos meses após o Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones. Esse jogo serviu de introdução à história do caçador de recompensas Jango Fett. “É um dos jogos mais difíceis que eu já joguei, mas a história dele é muito boa. Lembro até que foi o primeiro jogo que eu comprei pro PS2.”


Fanático pelos Mandalorianos ou não, o novo Battlefront já deixa muitos fãs esperando ansiosamente pelo 17 de novembro.

Fique ligado na Battlefront Brasil e acompanhe a nossa cobertura especial sobre a Jedicon São Paulo 2015.

BRASUCAS TÊM ACESSO ANTECIPADO A BETA DE BATTLEFRONT: ‘LÁGRIMA DE EMOÇÃO’

Irmãos André e Anderson Venâncio, do canal EvilTwins, tiveram acesso antecipado a versão demonstrativa e elogiam game; BF BRASIL participou da live

Por Luiz Queiroga


Os brasileiros estão empolgados para finalmente jogar o beta de Star Wars Battlefront. Enquanto em outros cantos da galáxia a versão demonstrativa já está disponibilizada, em terras tupiniquins só será liberada nessa quinta-feira (8). O jeito é já deixar o beta instalado no PC, como muitos brasucas estão fazendo.

Dois irmãos, porém, podem se vangloriar. André e Anderson Venâncio, do canal EvilTwins, conseguiram acesso antecipado ao beta. Eles não queriam esperar até a data oficial do teste chegar no país e deram um jeitinho.

Os irmãos perceberam que a EA estava soltando algumas chaves de acesso por meio das suas redes sociais e não desgrudaram o olho. Tentativa em vão. Mas a Força recompensou a persistência dos Venâncio. “Só conseguimos a key através de um amigo nosso que era desenvolvedor do jogo Infestation e nos disponibilizou a própria conta da Origin.”

André e Anderson Venâncio são responsáveis pelo canal EvilTwins
Com o jogo em mãos, hora de testá-lo. A dupla promoveu uma live em seu canal no Twitch e foi certamente uma das primeiras no Brasil a divulgarem ao vivo as cenas de explosões e mortes que Star Wars Battlefront proporciona.

A BF BRASIL foi convidada pelo EvilTwins para comentar a respeito do jogo durante a live. O membro Matheus Primo Colleone, chamado por muitos apenas como Primo e responsável direto pelos servidores BF2 BRASIL de Star Wars Battlefront II da comunidade, acompanhou André e Venâncio durante as batalhas e comentou sobre a história da franquia.

Primo também ofereceu suporte no chat do canal respondendo as dúvidas do público.  Os assuntos mais abordados eram sobre a campanha e se o beta seria gratuito. Sobre o modo história, Colleone lembrou que estará ausente. E confirmou que a versão demonstrativa será sim de graça, mas por tempo determinado.

O youtuber Gabriel Curan, do canal Star Wars Comentado, foi convidado pela BF BRASIL para participar também da live. Ele acredita que Star Wars só tem a ganhar com o lançamento desse jogo. Na visão dele, mesmo quem não é fã da saga vai querer jogar o novo SWBF. “Tenho amigos que gostam de shooters e que querem jogar Battlefront. É um novo ponto para o cara começar a gostar de Star Wars.”

Uma das preocupações da DICE era de trazer a essência da obra criada por George Lucas para Battlefront. Curan afirma que a desenvolvedora acertou em cheio. “Era uma imersão, eu me sentia vendo os filmes”, não só pelos detalhes envolvendo os planetas, soldados e veículos, mas principalmente pela sonorização do game.

Gabriel Curan, do Star Wars Comentado, se sentia vendo um filme de Star Wars com a jogatina de Battlefront
Anderson Venâncio comenta sobre outro compromisso da DICE com o jogo. A promessa era de aprimorar o uso de heróis e isso aconteceu. Simplificado, divertido e mortal. Ele reforça que “Battlefront é um jogo que tem bastantes características únicas” e que não pode ser visto apenas como uma expansão de Battlefield, também desenvolvido pela DICE.

Enquanto o Brasil aguarda pela liberação do beta, o jeito é seguir de olho na live do EvilTwins. Os irmãos vão promover outra jogatina na noite desta quarta-feira (7), basta ficar ligado nas redes sociais do EvilTwins e também da BF BRASIL por volta das 19h.

EDITOR-CHEFE DO IGN BRASIL SOBRE JOGAR BATTLEFRONT: ‘IMPRESSIONANTE’

Star Wars Battlefront foi a maior novidade apresentada pela EA na E3 (Foto: Felipe Vinha/TechTudo)

Polêmicas à parte, Star Wars Battlefront foi certamente um dos jogos que mais abalou as estruturas da E3. O público pôde finalmente ver o gameplay do multiplayer online e também como funciona o modo Missões Especiais. Em contato com a BF BRASIL, o editor-chefe do IGN Brasil, Pablo Miyazawa, comentou sobre a experiência de matar uns stormtroopers no game produzido pela DICE.

“Nós jogamos o game, apesar das filas, e é impressionante. Pena que a demonstração foi relativamente curta, uns 20 minutos. Deu vontade de levar para casa. Esse é um jogo em que vou gastar muito tempo no final do ano, pode ter certeza”, disse por meio do Face to Face, no Facebook.

O jornalista também falou sobre a resposta do público presente ao ver SWBF pela primeira vez. “A reação ao Star Wars Battlefront foi mesmo a mais barulhenta da conferência da E3. E acho que nem poderia ser diferente. Foi incrível o que eles mostraram.”


Em meio as respostas de Pablo ao púbico player que participava do Face to Face, ele titubeou ao responder sobre qual foi o melhor jogo apresentado no evento ocorrido em Los Angeles, nos Estados  Unidos. O motivo? Star Wars Battlefront! 

“Que pergunta difícil. Ainda não consegui digerir tudo o que vi por lá. Muita informação. Antes de a E3 abrir as portas, talvez eu falasse Fallout 4 com muita convicção. Mas testando os outros jogos, fico mais na dúvida (Star Wars é muito impressionante para ser ignorado). Vou pensar mais a respeito e logo terei uma conclusão”, respondeu.

Star Wars Battlefront sairá para PlayStation 4, Xbox One e PC no dia 17 de novembro.

STAR WARS BATTLEFRONT ABALA A ORDEM SOCIAL DA GALÁXIA

O anúncio de um novo Star Wars Battlefront acarretou em rumos inimagináveis na galáxia. A decisão tomada pela Electronics Arts e DICE de resgatar do limbo a melhor franquia de shooter do universo criado por George Lucas estabeleceu uma nova ordem social. A rivalidade entre Jedi e Sith não é nada comparada ao que vive hoje os fãs da série.

A humanidade passou a ser dividida em duas classes: os abomináveis haters e os insuportáveis fanboys. Ninguém escapa mais dessa realidade. A guerra travada entre os dois lados é antiga, como pode ser vista aqui. E essa luta sangrenta ganhou dimensões absurdas após o que foi apresentado durante a conferência da EA na E3, na última segunda-feira (15).

Jedi x Sith? Essa rivalidade não é nada comparada a briga entre fanboys e haters

Pela primeira vez o gameplay do novo Star Wars Battlefront foi divulgado. Uma partida multiplayer em Hoth foi exibida e também como funciona o modo Missões Especiais.  E, claro, não houve consenso sobre o que foi mostrado na E3 e a rivalidade entre haters e fanboys permaneceu acalorada.

João Victor Dell Agli Floriano define o gameplay como sendo do “baralho”. Já o membro José Augusto Ribeiro questiona “por que se enganar achando que está tudo perfeito sabendo que não está?”. Há aqueles que preferem aguardar por mais novidades antes de comentar sobre o que foi desenvolvido pela DICE, como Rodrigo Monteiro, mas que cutuca: “Está igual Battlefield”.

Ausência de mapas no espaço ainda é alvo de críticas
A conferência da EA deixou membros como Leonardo Bragança mais aliviados sobre a essência de Star Wars Battlefront 2 ter sido mantida. “Antes do gameplay eu estava muito receoso, mas agora a DICE realmente caprichou. Tiro meu chapéu, mesmo com o sacrifício de alguns elementos presentes no nosso querido SWBFII. Com toda certeza vou pegar esse game.”

Alexandre Fernandes mantém cautela. “Parece ‘nice’ mesmo, mas ainda estou com medo da otimização do jogo final. Ali no final do trailer teve aquele embate de sabres (entre Luke Skywalker e Darth Vader) que eu espero que tenha sido só pra efeito cinematográfico.”

Os efeitos especiais e a sonorização de Battlefront foram bastante elogiados
O administrador da BF BRASIL , Humberto Milanez, gostou do que viu. “Pra mim a jogabilidade e a intensidade das batalhas realmente lembram o velho Star Wars Battlefront II e não ficam devendo nada para os jogos da série. O me chamou a atenção foi a como exploraram o sistema de partículas no jogo (faíscas, fumaça, fogo, etc.) que tornaram o jogo mais ‘vivo’”.

O desenrolar do gameplay, inclusive, foi alvo de polêmicas também. Há quem acredite que tudo não passou apenas de um roteiro pré-estabelecido, como Abner Cestari. “Totalmente falso, tudo programado, script total. Gameplay de verdade não é nem de longe como aquilo”, comentou o membro, mas que se rende a outros detalhes. “Está interessante, curti os especiais e os 'eventos'”.

Já o co-administrador da BF BRASIL, Luiz Queiroga, tem outra visão. “O gameplay é aquilo que foi exibido mesmo, acontece que a DICE optou por roteirizá-lo. Ocorrem cenas que não seriam tão naturais num multiplayer, como aquela do soldado rebelde que se depara com Darth Vader. Pô, qualquer uma já meteria bala no vilão, por susto ou habilidade, quando olhasse para ele. Mas é visível que moldaram a situação para dar mais intensidade e impacto, assim como em outros momentos.”

Convenhamos, quem ficaria parado espantado ao se deparar com o Darth Vader (ainda sem ativar o sabre)
no campo de batalha? Ninguém, mas essa cena foi mítica demais
Luke do futuro, DICE?
Alguns detalhes incomodaram, principalmente a aparência de Luke Skywalker, que deu as caras pelas primeira vez em Star Wars Battlefront. “Só não entendi uma coisa, por que o Luke está com visual do Episódio VI sendo que a batalha de Hoth é no Episódio V? Ele até já está com a mão mecânica”, questiona Roberto Luiz Royer. Paulo Marcelo Silva também lamenta a “mancada”. O membro Wren Core, por sua vez, brinca com a situação. “É porque ele volta no tempo para tentar mudar o rumo da Batalha de Hoth”, mas ressalta que “não devem ter feito a skin do Luke piloto e colocaram o do Retorno de Jedi pra preencher a lacuna” já que se trata de um pre-alpha.

Único ponto de convergência na discussão acalorada entre fanboys, haters e os meros mortais que tentam fugir dessa rivalidade é a ausência das Guerras Clônicas, um dos momentos mais épicos da saga que ocorre entre Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith. De qualquer forma, todos aguardam ansiosamente para finalmente jogar Star Wars Battlefront, que sairá para PlayStation 4, Xbox One e PC no dia 17 de novembro. Até lá, e certamente depois do lançamento, muitas polêmicas ocorrerão, mas a paixão pelo melhor shooter de Star Wars jamais vai acabar.

Em tempo: o texto foi construído a partir do clima que se instaurou no grupo de Facebook da BF BRASIL e é apenas uma maneira descontraída de brincar com a atmosfera vivida de fanboys e haters. A comunidade respeita a opinião de cada um. Não denominamos A ou B de fanboy ou hater, apenas brincamos com a situação. Sem choro :v

NOVIDADES DE BATTLEFRONT DIVIDEM BF BRASIL


Após anos de escuridão total, os fãs da série Battlefront ganharam um sopro de esperança... Ou de frustração... Na última sexta-feira (18), durante o segundo dia da Star Wars Celebration, muitas novidades a respeito do terceiro game da melhor franquia de shooter de Star Wars foram confirmadas. Desde o novo trailer até o anúncio da primeira DLC do jogo, diversas notícias surgiram para acabar de vez com muitos boatos. 

Ao mesmo tempo, porém, as respostas apresentadas pela DICE, desenvolvedora do novo SWBF, certamente trouxeram com elas mais dúvidas. Como questiona o administrador da BF BRASIL, Humberto Milanez: a espera chegou ao fim ou apenas continua? Não sabemos o que a Força planeja para nós. As informações que saíram desde sexta-feira fizeram uma legião de fãs ir ao delírio, ao mesmo tempo em que deixaram angustiados outros tantos apaixonados por Battlefront. E na única comunidade brasileira de Star Wars Battlefront, não foi diferente.

A maior polêmica talvez gire em torno da ausência da divulgação do gameplay do jogo desenvolvido pela DICE. O que a Star Wars Celebration reservou sobre o game foi a divulgação do novo trailer e um bate-papo com os desenvolvedores da DICE, aberto ao público.

Humberto Milanez entende a decepção de todo mundo por não terem mostrado como o novo SWBF realmente é in-game. Para ele, a principal preocupação do público é que a DICE não transforme Battlefront em Battlefield, também desenvolvido pela empresa sueca. “Eu como um jogador dos dois primeiros jogos da série Battlefront confesso que gostaria muito de ver alguém jogando para realmente tirar a dúvida se o game realmente vai ser uma continuação da série ou não.”


Por mais que esteja positivo sobre o resultado final do game, o administrador da BF BRASIL demonstrou preocupação com a qualidade apresentada pela DICE no trailer divulgado. Não há como negar o “extremo realismo” de Endor, mas ele não aprovou os personagens, que tiveram animação muito robótica. Mas Rankatoko, como é conhecido nos servidores de BF2 BRASIL, é paciente. “Só mesmo esperar para ver o gameplay e depois o grande lançamento.”

Já o redator da BF BRASIL, Arthur Bianchi, não tem do que reclamar sobre o trailer. Ele destacou a “qualidade das explosões, dos tiros e, principalmente, dos efeitos sonoros. As naves, os uniformes e os veículos também são assustadores. A parte gráfica do jogo parece estar impecável”.

Bianchi, porém, fica com um pé atrás perante tantos detalhes no trailer, que mais parece um filme nas palavras dele. E ele relembra o mesmo fenômeno ocorrido com Aliens: Colonial Marines, lançado em 2013. “Nos gameplays e trailers do jogo, tudo indicava que o novo título da franquia Alien seria o melhor game do ano, no entanto o resultado foi bem diferente... O extremo oposto para ser exato.”

Gabriel Carati, administrador do The Holonet, está otimista com o terceiro game de Star Wars Battlefront. Ele fez questão de ressaltar as novidades que a DICE está desenvolvendo e que fogem um pouco da realidade apresentada na Trilogia Clássica, “como o escudo gungan e a possibilidade de chamar um bombardeio de Y-Wings durante a Batalha de Endor”. 

BATTLEFRONT NÃO TERÁ UMA CAMPANHA TRADICIONAL

O novo Battlefront contará apenas com quatro planetas a princípio: Hoth, Endor, Tatooine e Sullust. Sev, como também é conhecido nas jogatinas, acredita que a quantidade será compensada pela qualidade. “Devemos também levar em conta que o nível de detalhe de cada mapa está bem maior, o que vai oferecer uma imersão e valorização da ambientação do jogo. Realmente nos sentiremos nos filmes.”

Carati acredita que a DICE irá repetir o mesmo esquema adotado no Battlefield 3. “Quando foi lançado contava com apenas um punhado de mapas, e hoje esse número se aproxima de trinta, adicionados ao longo de cinco expansões, ou seja, com certeza novos planetas serão adicionados ao jogo futuramente. Mesmo a DICE com mais de 250 game designers não conseguiria fazer um grande número de planetas com esse nível de detalhe em menos de três anos de produção.”

A referência de Battlefield para projetar como será o novo Battlefront assusta muitos players, como Fernando Baroni, o Aeropickles. Ele, que foi um dos maiores jogadores de SWBF2, está bastante pessimista com o que a DICE irá entregar em novembro. A ausência de bots nos servidores e a impossibilidade de você criar uma sala gratuita para juntar seus amigos são as maiores críticas. “Acompanhei durante anos o Battlefield e vi ser destruído por esta mesma fórmula.”

A onda de pessimismo foi significativa entre os membros da BF BRASIL. Leonardo Bragança, por exemplo, desaprovou a ausência de mapas espaciais, exatamente a principal inovação que Star Wars Battlefront 2 trouxe em 2005. As notícias até agora confirmadas pela DICE não agradaram Gabriel Hoffman. “Quanto mais escuto pior fica.”


Assim como é impossível transformar jedis e siths em amigos, é normal as novidades sobre como está o novo Battlefront dividir opiniões e criar um clima de guerra pior do que o vivido nas Guerras Clônicas. Quanto mais respostas, mais dúvidas. Mais euforia ou então decepção. Até o dia 17 de novembro, muito ainda será falado sobre SWBF – depois do lançamento mais ainda. 

A única certeza em meio a tantos distúrbios na Força é que Star Wars Battlefront 2 seguirá sendo  fiel escudeiro de muitos players, como o Carlos Henrique Souto. “Nunca vou abrir mão do meu Battlefront 2, pois de fato é um jogo completo, além de ter se tornado um clássico hoje em dia.”

DIGNA DE UMA SAGA: CONHEÇA A HISTÓRIA DA BF BRASIL E DO SEU CRIADOR, HUMBERTO MILANEZ

Não importa em qual servidor de Star Wars Battlefront 2 você entrasse, sempre encontrava pelo menos um brasileiro. Podia ser num servidor estadunidense, alemão, até mesmo polonês. Era mais que comum se deparar com um brasuca tocando o terror em território gringo. Foi exatamente por essa questão que o desenvolvedor de jogos, Humberto Milanez, resolveu criar um espaço para reunir todos os brasileiros que se aventuravam pelo game produzido pela Pandemic Studios: a BF BRASIL.

Inicialmente chamada de BF2 BRASIL, em 2009, a comunidade foi reativada em 2014 já que a DICE está desenvolvendo o novo jogo da série de tiro, com previsão de lançamento para o fim de 2015.

“É importante dizer que quando o Battlefront da DICE for lançado, a comunidade continuará da mesma forma com conteúdos tanto do SWBF2 como do novo Battlefront”, assegura Humberto, mais conhecido por Rankatoko, um dos mercenários mais destemidos dos servidores de Battlefront.

Rankatoko é conhecido pela sua precisão com a shotgun
Ao lado do co-administrador Luiz Queiroga, de nickname Bonham Kriehger, a missão de Milanez é juntar novamente todos os players brasileiros que eram apaixonados por Star Wars Battlefront 2 nessa nova fase da BF BRASIL. O compromisso é tanto que a dupla promete pela primeira vez gastar do próprio bolso para conseguir consolidar a comunidade já de olho no novo game da DICE. O primeiro passo, segundo o fundador, é comprar o domínio para o site. Outros investimentos estão em pauta, mas são tratados à sete chaves pelos dois. Além de fornecer conteúdo informativo e opinativo para o site, a aposta é voltar a bombar o servidor através do GameRanger.

Do ápice ao declínio
No auge da BF BRASIL, a comunidade contou com 30 membros ativos, segundo dados passados por Rankatoko. Além disso, pode-se somar também mais 20 pessoas que apareciam ocasionalmente no servidor BF2 BRASIL. Esses números representam as pessoas registradas na comunidade apenas. Havia muitos brasucas que davam as caras de vez em nunca, fora os gringos que entravam sempre no servidor.

E, mesmo com o alto número de brasileiros presentes, sendo que boa parte era formado por jogadores de diferentes clãs, o administrador jamais teve muita dor de cabeça desde a fundação da comunidade.

“Eu não tinha muitos problemas entre membros, a não ser um muito cabeludo (mais que o Chewbacca) com um membro, mas que foi resolvido da melhor forma”, diz.

Mas a comunidade atravessou por um momento turbulento em 2011. SWBF2 foi um jogo lançado em 2005, ou seja, já estava bastante ultrapassado dentro do universo frenético de games. Com o surgimento de novos consoles e jogos melhores desenvolvidos, a segunda versão de Battlefront aos poucos foi caindo no esquecimento dos players, até mesmo do próprio fundador da BF BRASIL.

“Eu fui para o exílio por ver que o número de membros diminuía porque o jogo estava ficando velho demais e o Battlefront 3 não saía. Então os jogadores iam se interessando por games mais novos que eram lançados a cada momento e assim eu também fui perdendo o interesse em jogar SWBF2. Achei que a comunidade ia acabar”, admite Humberto, que teve um pedido inesperado para tentar dar sequência com a BF BRASIL vindo de Luiz Queiroga.

“O Bonham Kriehger pediu para continuar com a comunidade, dizendo que ela não poderia simplesmente morrer assim, porque era algo como um patrimônio para os players brasileiros de SWBF2. Mas acabou que até ele, mais tarde, a abandonou”, explica. 

Mesmo com o inevitável esquecimento de Battlefront 2 e consequentemente da BF BRASIL, o carioca que mora atualmente em Belo Horizonte, Minas Gerais, não teve nenhum receio em deixar nas mãos do amigo Kriehger a sequência da comunidade. “O Bonham sempre foi o meu braço direito ao lado da Aysin Fett, sabia que o meu trabalho ia ser continuado da melhor maneira”.

Uma nova esperança
Mas, assim como na saga clássica de Star Wars, veio uma nova esperança após esse período de muita turbulência na Força. Com a confirmação da DICE de estar produzindo um novo Battlefront, a dupla se mexeu para reativar a comunidade. Por mais que a quarta geração dos consoles esteja cada vez mais forte atualmente, talvez a nostalgia provocada por SWBF2 tenha ajudado na decisão de Milanez e Queiroga na reativação da BF BRASIL. Mesmo sendo um jogo de 2005 e que é preciso usar um meio alternativo através do GameRanger para entrar no servidor, a reinauguração oficial do BF2 BRASIL foi um sucesso.

“Estamos trazendo de volta todos aqueles lendários jogadores de Battlefront 2 que haviam parado de jogar, inclusive eu, sendo bem sincero”, exalta Rankatoko.

Se vir esse ser no servidor BF BRASIL,
fuja... Trata-se de Rankatoko!
Todas as sextas-feiras, às 21h (de Brasília), o servidor BF2 BRASIL é aberto, mas nada impede que em outros dias ou horários você veja o nome do server na lista do GameRanger. A ideia da administração é fazer prevalecer o espírito de comunidade e dar mais autonomia aos membros. Dessa forma, os servidores oficiais serão estabelecidos pela administração, mas os integrantes da BF BRASIL estão livres para criarem quando quiserem um servidor não oficial BF2 BRASIL. Dessa forma, há mais chances de novas pessoas se associarem a comunidade.

A missão não é fácil, mas Humberto já provou que pode ser cumprida. Os primeiros passos do recomeço da BF BRASIL foram bastante promissores. Com a ajuda cada vez mais dos membros da velha guarda e novatos, além de parcerias já projetadas, até mesmo internacionais, a ideia é ter até o lançamento do Battlefront da DICE vários membros ativos e atuantes na produção de conteúdo do site como nos tiroteios do servidor. Rankatoko acredita que a comunidade será ainda mais forte do que os tempos dourados.

“Acredito sim! Ainda mais quando o próximo Battlefront for lançado e tiver milhares (e porque não milhões) brasileiros jogando e assim vamos tentar reunir e organizar o maior número possível na Battlefront Brasil”, diz.
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